Uma mesa, alguns poucos pratos e talheres, muita gente para comer. Alguns trouxeram o que tinham. Um segurava dois garfos, outro, um prato, outro uma faca, ainda outro com dois pratos.

O que estava disposto na mesa, arrumada com beleza e cuidado, enfeitava a casa cuja dona comunicava alegria e gratidão. Todos foram deixados à vontade para servir-se do que havia ali e oferecer o que tinham nas mãos.

Quem tinha duas facas deu uma a quem tinha um garfo, este mesmo entregou os talheres ao que só tinha o prato, e em seguida, recebia um jogo completo para sua refeição.

Alguns demoraram para decidir o que dariam e a quem, alguns esperaram um pouco até que fossem percebidos com falta de algo.

Ao final, de nada mais precisávamos, pois todos dividiram, e estávamos abundantemente servidos, assim quanto no corpo e sangue de Cristo.

Alegria e gratidão são valores que se dão na simplicidade do dia a dia. Que acontecem mesmo antes que possamos perceber.

Esse ambiente, no qual se deu a narrativa que você acabou de ler, foi como Barbara e Naara descreveram – de forma bem sinestésica –  outros dois valores da nossa comunidade, na Semana da Vila: Alegria e  Gratidão. A Rebeca, dançando nos embalou no desejo de um coração mais livre para amar, agradecer e se alegrar. A Maely nos encorajou falando desses valores, cantando e as duas nos conduziram a parar e pensar: pelo que podemos agradecer nessa semana? Cada um pôde colocar seus motivos no varal da gratidão.

Juntos também reafirmamos algumas verdades importantes, que não podem ser esquecidas, nas palavras de Barbara e Naara:

Escolhemos dizer sim.
Não fomos obrigados, mas convidados
Para nos alegrarmos em todo tempo,
Nos sins que quero dar
E nos que não quero, mas me disponho.
Escolhemos servir e dizer sim.
Sim para a bagunça das crianças,
Para os gritos e a euforia,
Para o confronto e o abraço,
Para a limpeza e o churrasco,
Para a arte, comunicação e treinamento,
Para a beleza, ordem e abundância,
Para os pequenos momentos a dois,
Para o tempo em comunidade,
Para ficar, parar e ouvir.
Para nos tornarmos vulneráveis,
Nos deixarmos ser amados.
Escolhemos servir, porque nos amamos.